O que faz com que a educação continuada deixe de ser uma unidade operacional e se torne um verdadeiro eixo estratégico?
Em nosso último workshop, realizado em 13 de março e com duração de duas (2) horas, refletimos sobre questões fundamentais. Liderado por Fernando Saavedra e com a participação de dezenove (19) profissionais de diversas instituições da rede, constatamos que “em muitas universidades, a educação continuada cresceu em volume, mas não necessariamente em reconhecimento”.
Ao longo deste workshop, e com os itens fundamentais, partimos de critérios que nos permitiram questionar e refletir sobre as nossas instituições.
O primeiro critério proposto foi o de que a educação continuada deveria ser reconhecida nos estatutos, princípios e declarações institucionais. Não como uma menção simbólica, mas como parte da estrutura que define como as universidades entendem seu papel. E observamos que muitas instituições estão nesse ponto de transição: avançando em atualizações regulatórias, coordenação com as faculdades, aprimoramento de processos e desenvolvimento de estratégias de comunicação, cujo objetivo é garantir que a educação continuada deixe de ser um "complemento" e se torne um pilar institucional com impacto acadêmico, social e empresarial.
Por outro lado, a inclusão da educação continuada nos planos de desenvolvimento institucional deve ser estratégica. Eles compartilharam conosco projeções para 2026–2031 que mostram uma mudança significativa:
- crescimento da oferta de acordo com a demanda real
- incorporação de análises para tomada de decisões
- comitês consultivos regionais
- integração em processos de autoavaliação
- progresso rumo a certificações como a ISO 21001
Este workshop concluiu com uma discussão sobre a "representação da educação continuada nos órgãos de governança da universidade", demonstrando um compromisso institucional em fortalecer a presença, a participação e a capacidade de tomada de decisão da educação continuada. Também foi enfatizado que "a formação de comitês com representantes de programas de graduação e pós-graduação, vice-reitorias e áreas acadêmicas permitirá que a educação continuada se alinhe aos objetivos gerais da universidade e assegure uma governança mais integrada e participativa".
Esses workshops são espaços para compartilhar experiências e refletir, onde cada instituição pode reconhecer seus próprios desafios refletidos nos de outras. É por meio dessa troca que a educação continuada começa a ser concebida de forma mais consciente, estruturada e com um maior senso de propósito institucional.
RECLA.




