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A educação continuada está mudando seu papel na universidade.

Encontro Anual de 2026 da Rede Peruana de Educação Continuada

Qual o papel que a universidade deve desempenhar em sociedades onde as pessoas precisam aprender, desaprender e reaprender ao longo de períodos cada vez mais longos de suas vidas?

Essa foi uma das questões levantadas pela nossa presidente da RECLA, Constanza Diedrich, durante sua participação na Reunião Anual de 2026 da Rede Peruana de Educação Continuada, realizada em 9 de setembro em Lima, Peru.

O encontro, dedicado à reflexão sobre a evolução do talento, dos ecossistemas e a transformação da aprendizagem, reuniu figuras de destaque dos setores universitário e empresarial para discutir as mudanças pelas quais pessoas, organizações e instituições de ensino estão passando.

Na abertura, nossa presidente apresentou a conferência “Contexto da Educação Continuada em nível global”, na qual propôs analisar esse cenário a partir de três processos que ocorrem simultaneamente: a revolução tecnológica, a transição demográfica e a transformação do trabalho.

Vivemos mais tempo, precisamos aprender por mais tempo e, ao mesmo tempo, o que precisamos aprender está mudando cada vez mais rápido. Soma-se a isso as trajetórias de carreira menos lineares, o que significa que a relação das pessoas com a universidade pode se estender muito além do momento em que obtêm um diploma.

Dessa perspectiva, quatro mudanças importantes foram incluídas para a Educação Continuada:

Da graduação à trajetória profissional.
O relacionamento com a universidade pode continuar em diferentes momentos da vida profissional e pessoal.

De programas fechados a percursos flexíveis.
Propostas que permitem a articulação, a acumulação e o reconhecimento de diferentes experiências de aprendizagem.

Do conteúdo às habilidades.
Focando no que as pessoas podem fazer com o que aprendem e em sua capacidade de continuar aprendendo.

Da cadeia de suprimentos ao ecossistema.
Criando oportunidades de aprendizado em colaboração com empresas, governo, organizações, atores sociais e comunidades locais.

Essa reunião levou a uma conclusão importante para as universidades:

A formação contínua está deixando de ser uma atividade complementar e assumindo um papel cada vez mais estratégico.

“Essa mudança envolve muito mais do que expandir a oferta acadêmica. Ela também implica revisar as capacidades institucionais, os planos curriculares, os sistemas de reconhecimento e certificação, a avaliação, a qualidade e as formas de conexão com a comunidade.”

Durante o dia, nosso presidente também coordenou o workshop “Cultura de aprendizagem contínua para a transformação organizacional”, um espaço para discutir como tornar o aprendizado parte do cotidiano de trabalho dentro das organizações.

Diante de transformações dessa magnitude, nenhuma universidade precisa construir todas as respostas isoladamente, porque as redes permitem compartilhar experiências, comparar aprendizados e circular conhecimento que pode servir a outras instituições.

“As redes nos permitem passar da inovação isolada para a inteligência coletiva.”
Na RECLA, continuaremos a abrir esses espaços para encontros e diálogos com as instituições e redes que, em diferentes partes da América Latina, estão pensando e praticando a Educação Continuada.

RECLA.

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